No dicionário "aflição" está definido como agonia, mágoa, tristeza, dor, ansiedade, preocupação...
Um conjunto de drogas que se experimentados a longo prazo, em doses lentas, um amargo "coquetel de sicuta"
Que viver é esse?
Qual o estado de um corpo que carrega estes sintomas?
A reunião de todos estes males e a forma de ser, de agir, de reagir determinam os eventos que atraímos.
Atribuímos expectativas irreais para nossa vida. Encaixamos em nossa cabeça e ao nosse bel prazer como as coisas devem acontecer, como as pessoas envolvidas hão de se comportar, como seremos julgados, admirados, e sofremos antecipadamente, pois a realidade nunca corresponde ao nosso teatro mental.
Porque nos afligimos com excesso de imaginação dramática?
Porque não criamos na tela de nossa mente quadros de beleza e amor, mas também espaços vazios para que a vida desenhe as formas como elas irão acontecer?
Nosso desespero tampam nossos ouvidos ao som do silêncio que fala ao nosso coração trazendo mensagens de conforto...
Nossa ansiedade cega nossos olhos ao curso da vida , que sempre traz a magia dos acertos e o poder de reorganizar-se de forma natural...
O aflito atropela a sí mesmo e aos outros, queima etapas, não saboreia o processo, sempre querendo estar lá na frente e ter o controle de tudo.
É o passo à passo zeloso e não os grandes saltos precipitados que ditam a nossa tragetória de evolução.
Por mais certezas que o homem busque sempre haverá no Universo coisas que ele desconhece e não poderá dominar.
Enquanto a visão fragmentada do aflito se alimenta da cegueira, a visão ampla do sereno se farta e se abastece da própria luz.
É nesse espaço de tranquilidade que se encontra o antídoto para esse coquetel de males que destilamos, desferimos, introjectamos....
É exatamente nas entranhas da carne onde ascende o espírito que se encontra o remédio de toda a nossa aflição.
"O meu consolo em minha aflição é que Vossa palavra me dá vida" - Salmo 118.5 -
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